

Um dos momentos foi publicado no Instagram do próprio Nescau no último sábado (29) e já passou de 7,1 milhões de visualizações. No vídeo, Ingrid faz o sinal que representa Igor, o irmão dela, e o dachshund entende na hora que o amigo está chegando e vai todo animado para a porta.
“Eles são muito inteligentes e, com muito amor e repetição, aprendem muito”, contou Ingrid. Segundo ela, Nescau levou cerca de 15 dias para associar os gestos às diferentes pessoas da família.
Cada pessoa ganhou um sinal
Os gestos foram criados a partir de características que ajudam Nescau a diferenciar cada integrante da casa. Igor, por exemplo, tem os cabelos cacheados caindo sobre a testa. O sinal feito para avisar que ele está chegando reproduz justamente essa característica. Já o pai de Ingrid costuma voltar do trabalho de moto e, por isso, é identificado por um gesto que representa o veículo.
Nescau também aprendeu sinais para atividades da rotina. Para “brincar”, foram necessários aproximadamente sete dias. Quando vê o gesto, ele busca a bolinha e volta pronto para a diversão.
Os sinais usados com o cachorro não são exatamente Libras. Cães surdos podem aprender comandos visuais criados pelos tutores ou inspirados em línguas de sinais, desde que os gestos sejam consistentes e facilmente diferenciados.
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No caso de Nescau, existe uma ligação especial com esse tipo de comunicação: Ingrid trabalha com Libras e percebeu que poderia aproveitar a experiência com uma língua de sinais para encontrar novas maneiras de se comunicar com o cachorro.
A estratégia ganhou ainda mais importância porque Nescau nasceu surdo. Ele é um dachshund duplo merle, padrão genético associado a um risco maior de alterações auditivas e visuais.
Antes de chegar à família atual, Nescau havia sido entregue a um abrigo. Ingrid e os familiares conheceram o cachorro por meio do Recanto Bicho Feliz quando procuravam outro dachshund para fazer companhia a Mel, que já vivia na casa.
Adaptação exigiu paciência
A chegada não foi simples. Nescau apresentava comportamentos reativos e teve dificuldade para se adaptar à convivência com Mel.
A família buscou ajuda de um adestrador e trabalhou a aproximação dos dois aos poucos.
Quase um ano depois da adoção, a situação é bem diferente e os dois cachorros convivem juntos e demonstram carinho um pelo outro.
Veja o vídeo de Nescau reconhecendo quem está chegando abaixo:
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