Mais um tarifaço, acompanhado de mais uma justificativa. Quando Donald Trump anunciou a primeira sobretaxa contra produtos brasileiros, de 25%, o discurso era econômico. Vieram críticas ao Pix, à política comercial brasileira e à suposta falta de reciprocidade. Poucos dias depois, uma nova rodada de tarifas acrescentou mais 12,5%, agora sob argumentos ligados ao desmatamento ilegal e ao trabalho forçado. Na prática, parte dos produtos brasileiros pode chegar a enfrentar uma sobretaxa de até 37,5%, um peso considerável para uma economia que tem os Estados Unidos como segundo maior parceiro comercial. O curioso é que as justificativas mudam, mas o
Leia MaisDurante meses, o tarifaço americano contra o Brasil parecia mais uma arma de negociação do que uma decisão definitiva. O governo Donald Trump anunciava novas tarifas, Brasília reagia, diplomatas dos dois países se reuniam e o mercado apostava que, em algum momento, haveria um acordo. Esse momento não chegou. Depois de mais de 30 reuniões entre representantes brasileiros e americanos, os Estados Unidos oficializaram a tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros. A cobrança começa em 22 de julho. Pela primeira vez desde o início dessa crise comercial, a ameaça deixa o campo da retórica e passa a
Leia MaisO encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump finalmente aconteceu. E, depois de meses de escalada diplomática, ameaças tarifárias, investigação comercial e ruídos públicos, o fato mais importante talvez não seja o que os dois presidentes disseram. É o que aceitaram fazer. Ao criar um grupo de trabalho para negociar uma saída em 30 dias, Brasil e Estados Unidos reconheceram que a tensão saiu do campo ideológico e entrou definitivamente no terreno pragmático. O tarifaço virou custo político e econômico demais para os dois lados. O encontro encerra uma fase marcada por bravatas, nacionalismos seletivos e recados
Leia MaisAlguns dos principais produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos deixaram de enfrentar a sobretaxa mais pesada e passaram a operar sob a mesma alíquota aplicada aos demais exportadores. Combustíveis, carne, café, celulose, suco de laranja e aeronaves saem da condição de exceção negativa e passam a enfrentar a tarifa global hoje fixada em 15%. Para o Brasil, isso representa um alívio relativo. O país deixa de ser alvo isolado e volta ao mesmo patamar aplicado aos demais. Não é vantagem competitiva. É o fim da desvantagem. Num ambiente protecionista, pagar o mesmo que todos já é uma forma de defesa.
Leia MaisO caso Banco Master não é apenas um escândalo financeiro. É um teste institucional. Ele encosta no ponto mais sensível da República: o Supremo Tribunal Federal como última instância de confiança pública. Quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, apontando fraudes na emissão de títulos e risco sistêmico, o que estava em jogo parecia restrito ao mercado financeiro. A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro na Operação Compliance Zero ampliou o foco. Mas foi a análise do celular do empresário que deslocou o centro da crise. Ali surgiram registros de viagens, eventos patrocinados com ministros do STF
Leia MaisO mundo acordou espantado. Não porque a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela fosse impensável. Os sinais vinham se acumulando havia meses. O choque veio do modo como tudo foi feito e, sobretudo, do que foi dito depois. A captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, o sequestro de um chefe de Estado em pleno exercício do cargo e o anúncio explícito de que Donald Trump pretende governar o país e assumir o controle do petróleo venezuelano como forma de “reembolso” romperam qualquer ilusão residual. Desta vez, não houve esforço para vestir a operação com o figurino tradicional da
Leia MaisO Natal de 2025 pegou o Brasil discutindo menos o presépio e mais um par de chinelos. A frase da atriz Fernanda Torres no comercial de fim de ano das Havaianas, pedindo que as pessoas não comecem 2026 “com o pé direito”, mas “com os dois pés”, virou combustível imediato para mais uma guerra cultural nas redes, com direito a vídeo de político jogando sandália no lixo, hashtags de boicote, resposta irônica do “lado contrário” e filas cheias nas lojas na véspera de Natal. Enquanto isso, quase sem barulho fora do noticiário especializado, o Congresso se movimentava para ressuscitar bilhões
Leia MaisO grito que tomou as ruas do país neste domingo não foi figura de linguagem. “Basta de feminicídio” expressa uma realidade que os dados oficiais tornaram impossível de negar: o Brasil permanece entre os lugares mais perigosos do mundo para ser mulher. Em 2024, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foram registrados 1.450 feminicídios e outras 2.485 mortes violentas de mulheres não classificadas como feminicídio, mas reconhecidas como homicídios ou lesões seguidas de morte. Na prática, cerca de dez mulheres são assassinadas por dia, muitas dentro de casa e por homens com quem mantiveram vínculo afetivo. O panorama
Leia MaisO anúncio do presidente Donald Trump de revogar o tarifaço aplicado ao Brasil representa mais que uma inflexão pontual na política comercial americana. É um desfecho que alivia pressões econômicas internas nos dois países e reconfigura o debate em torno das relações bilaterais, embora ainda deixe perguntas relevantes sobre a previsibilidade da estratégia dos Estados Unidos. Na prática, a medida elimina a sobretaxa de até 40 por cento sobre produtos agrícolas como café, carne, frutas e derivados, que desde julho restringiam o acesso do Brasil ao mercado norte-americano e reduziram a competitividade das exportações nacionais. As reações do setor produtivo
Leia MaisBelém é, neste novembro, o epicentro do debate climático global. Pela primeira vez, o Brasil recebe uma Conferência do Clima da ONU, a COP30, trazendo ao coração da Amazônia líderes mundiais, especialistas, representantes de comunidades, setor privado e sociedade civil para discutir, de maneira inédita, a urgência de frear o avanço das mudanças climáticas. O desafio central é reduzir drasticamente a emissão de gases de efeito estufa e fechar a distância entre promessas e ações concretas. As reuniões em Belém acontecem sob expectativa de avanços reais nos compromissos internacionais, após resultados tímidos das últimas conferências. O Brasil chega com credenciais
Leia MaisO governo dos Estados Unidos entrou no 36º dia de paralisação, tornando-se o mais longo shutdown da história do país. O presidente Donald J. Trump mantém sua posição de não negociar com os democratas até que concordem em reabrir o governo sem alterar cortes de saúde aprovados em seu pacote fiscal. Milhões de americanos seguem sem benefícios federais, e os aeroportos registram atrasos e cancelamentos devido à falta de pagamento para cerca de 13 mil controladores de tráfego aéreo. Os democratas exigem a reversão dos cortes no Medicaid e a extensão de subsídios de seguros de saúde, enquanto os republicanos rejeitam essas condições. Trump, por sua vez, afirmou que o programa SNAP (auxílio-alimentação) será retomado apenas após o fim do shutdown, embora
Leia MaisEm uma recente mensagem no Truth Social, Donald Trump revelou que os benefícios do SNAP, crucial para a alimentação de milhões de americanos, só voltarão a ser pagos quando o governo se reabrir. A pressão sobre o programa aumenta à medida que o prazo se aproxima e as famílias enfrentam incertezas financeiras. A Casa Branca busca fundos emergenciais, mas a situação continua tensa
Leia Mais