O projeto é liderado pela Re:wild, organização ambiental fundada com participação do ator, e pelo Bezos Earth Fund. Metade dos US$ 200 milhões virá do fundo de Jeff Bezos e a outra metade da Re:wild. Leonardo DiCaprio, Age of Union e Todd Graves Family Foundation também apoiam a iniciativa.
“Quando protegemos as espécies, também protegemos as florestas, áreas úmidas, campos e oceanos dos quais elas dependem”, disse DiCaprio. Para o ator e ambientalista, o Phoenix Species Project pode mudar a maneira como a conservação é feita em escala mundial.
100 espécies ameaçadas receberão ajuda
O Phoenix Species Project selecionou 100 espécies consideradas criticamente ameaçadas ou já extintas na natureza. A lista reúne mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, invertebrados e plantas que vivem em ecossistemas de 30 países.
A proposta é ir além de pequenas doações feitas por períodos curtos. Cada projeto poderá receber apoio contínuo por cinco anos, permitindo que pesquisadores e comunidades tenham mais tempo para recuperar as populações.
Mais de 100 organizações e parceiros locais e internacionais participarão das ações, incluindo povos indígenas, comunidades locais, cientistas, conservacionistas e governos. Entre as estratégias previstas estão reprodução para conservação, recuperação de habitats, transferência de animais para áreas mais seguras, controle de espécies invasoras e combate a doenças.
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Animais que podem ganhar uma nova chance
Entre as espécies escolhidas está o sifaka-de-coroa-dourada, um lêmure encontrado em Madagascar e classificado como criticamente ameaçado.
Outro beneficiado será o peixe-viola-de-boca-curva, uma espécie de raia encontrada em águas que vão da África do Sul ao Japão e à Austrália. As barbatanas do animal estão entre as mais valorizadas no comércio de barbatanas. Nos Estados Unidos, o projeto vai ajudar a salamandra-verde de Hickory Nut Gorge, que vive em uma pequena região da Carolina do Norte.
No México, uma das espécies selecionadas é o Charco Azul pupfish, pequeno peixe de água doce considerado extinto na natureza depois que a nascente onde vivia secou após períodos de seca e retirada de água para agricultura.
A lista inclui ainda o misterioso papagaio-noturno da Austrália, uma ave que chegou a ficar desaparecida por quase 150 anos antes de ser redescoberta.
Recuperar, e não apenas evitar a extinção
Esse é um dos diferenciais do projeto. Segundo os responsáveis, a intenção não é simplesmente impedir que a quantidade de animais continue diminuindo. O objetivo é fazer as populações crescerem novamente até que tenham condições de sobreviver no longo prazo.
“Não estamos administrando o declínio. Estamos recuperando”, afirmou Lauren Sánchez Bezos, vice-presidente do Bezos Earth Fund.
A organização cita histórias de espécies que chegaram a ser reduzidas a poucos indivíduos e depois conseguiram se recuperar graças a programas de conservação.
O Phoenix Species Project também trabalhará em parceria com a Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para dar suporte científico às ações.
Proteção ajuda ecossistemas inteiros
Para DiCaprio, salvar essas espécies pode produzir um efeito muito maior.
Animais e plantas desempenham funções importantes nos ambientes onde vivem. Quando uma espécie se recupera, florestas, rios, oceanos e outros ecossistemas também podem ser beneficiados.
“Temos uma oportunidade de causar um impacto duradouro onde ele é mais necessário”, afirmou o ator.
O projeto acompanhará a recuperação das populações e a redução das ameaças ao longo dos próximos anos.
E a expectativa dos responsáveis é que as primeiras 100 espécies sejam apenas o começo de um movimento maior para mostrar que, mesmo quando uma população está à beira do desaparecimento, ainda pode haver uma segunda chance.
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