Idosa de 70 anos conclui TCC, reescreve a própria história de resistência e emociona a banca

Monique de Carvalho 21 / 11 / 2025 às 11 : 10 A idosa usou a própria história como inspiração para escrever o TCC. Ela foi aprovada com louvor - Foto: UFNT Uma idosa emocionou não só pelo fato de ter concluído a apresentação do TCC dela, mas por ter usado a própria história como tema. A estudante Maria de Fátima Abade Barbosa, de 70 anos,  mostrou que o tempo nunca é barreira para aprender e agora comemora a formatura em Educação do Campo – Artes, pela Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). O trabalho, orientado pela professora Iara
Idosa de 70 anos conclui TCC, reescreve a própria história de resistência e emociona a banca
Monique de Carvalho

21 / 11 / 2025 às 11 : 10

A idosa usou a própria história como inspiração para escrever o TCC. Ela foi aprovada com louvor - Foto: UFNT

A idosa usou a própria história como inspiração para escrever o TCC. Ela foi aprovada com louvor – Foto: UFNT

Uma idosa emocionou não só pelo fato de ter concluído a apresentação do TCC dela, mas por ter usado a própria história como tema. A estudante Maria de Fátima Abade Barbosa, de 70 anos,  mostrou que o tempo nunca é barreira para aprender e agora comemora a formatura em Educação do Campo – Artes, pela Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT).

O trabalho, orientado pela professora Iara Rodrigues da Silva, tratou de vivências pessoais que dialogam com tantas outras histórias de mulheres pretas e camponesas no Brasil.

A ideia surgiu após a idosa compartilhar a vida dela, marcada por resistência e pela busca de dignidade por meio do conhecimento. A defesa chamou atenção pelo conteúdo e pela presença simbólica de uma mulher que carregou uma vida inteira de lutas.

História de luta

Após décadas longe do ambiente escolar, Maria de Fátima retomou os estudos para registrar a própria história. Filha de quebradeira de coco babaçu e mulher preta camponesa, ela transformou memórias de exclusão em pesquisa acadêmica.

O trabalho recebeu o título “Nunca é Tarde para Aprender: A história de vida de uma mulher preta que foi excluída do processo educacional de ensino”. No texto, a autora reconstrói episódios de infância e juventude, marcados pela dificuldade de acesso à escola, e mostra como a educação se tornou um espaço de reexistência.

A pesquisa enfatiza a relação entre vivência no campo, identidade e resistência, destacando como a universidade tem se tornado um espaço mais inclusivo para histórias que antes não encontravam espaço no ensino superior.

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