23 / 05 / 2026 às 03 : 16


Além da produção nacional, o medicamento também será disponibilizado para pacientes com esclerose múltipla acompanhados pelo SUS – Foto: Freepik
O remédio, vendido com o nome Mavenclad, entrou para a rede pública em 2023. Ele é indicado para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, quando a doença apresenta surtos frequentes ou evolução rápida, mesmo com outros tratamentos em andamento.
Atualmente, o custo médio do tratamento chega perto de R$ 140 mil em cinco anos por paciente. Com a produção nacional, a expectativa é facilitar a aquisição da medicação pelo SUS e atender mais pessoas que convivem com a doença no país.
A esclerose múltipla é uma doença crônica que afeta o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem incluir dificuldades motoras, alterações na visão e problemas cognitivos.
A forma remitente-recorrente é a mais comum da doença. Ela acontece em ciclos, alternando períodos de surtos e fases de remissão, quando os sintomas diminuem ou ficam estáveis.
Segundo estimativas, cerca de 3,2 mil brasileiros convivem atualmente com casos de alta atividade da doença. No total, mais de 30 mil pessoas vivem com a forma remitente-recorrente no Brasil.
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A cladribina é considerada o primeiro tratamento oral de curta duração com efeito prolongado para controle da esclerose múltipla remitente-recorrente.
Diferente de terapias que exigem uso frequente, o medicamento é administrado em ciclos ao longo de dois anos. Isso reduz a necessidade de aplicações contínuas e muda a rotina de tratamento de muitos pacientes.
Por causa dos resultados observados no controle da doença, a medicação também entrou para a Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde.
Estudos mostraram melhora no controle da doença
Pesquisas recentes apresentadas no ECTRIMS 39th Congress apontaram redução das lesões neuronais em pacientes que utilizaram a cladribina por dois anos.
Outros estudos acompanharam a mobilidade dos pacientes após o tratamento. Segundo os dados, 81% conseguiram caminhar sem apoio.
As pesquisas também indicaram que mais da metade dos pacientes não precisou utilizar outro medicamento complementar depois do tratamento com a cladribina.


Além da produção nacional, o medicamento também será disponibilizado para pacientes com esclerose múltipla acompanhados pelo SUS – Foto: Freepik
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