Vacina contra câncer reduz risco de morte e metástase em 50%, após 5 anos, revela estudo

Que notícia boa! Esta nova vacina contra câncer de pele combinada com imunoterapia reduziu em 49% o risco de recorrência e morte por melanoma e diminuiu em 59% o risco de metástase, quando o câncer se espalha para outras partes do corpo. Os resultados, divulgados na semana passada durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizada em Chicago (EUA), animaram médicos e pacientes do mundo inteiro. O estudo acompanhou pessoas diagnosticadas com melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, durante cinco anos após a cirurgia de retirada do tumor. A nova estratégia combina uma vacina
Vacina contra câncer reduz risco de morte e metástase em 50%, após 5 anos, revela estudo
Após 5 anos de pesquisas com a nova vacina contra câncer de pele, 68% dos pacientes que receberam terapia combinada estavam livres da doença.- Foto: AFPQue notícia boa! Esta nova vacina contra câncer de pele combinada com imunoterapia reduziu em 49% o risco de recorrência e morte por melanoma e diminuiu em 59% o risco de metástase, quando o câncer se espalha para outras partes do corpo.

Os resultados, divulgados na semana passada durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizada em Chicago (EUA), animaram médicos e pacientes do mundo inteiro. O estudo acompanhou pessoas diagnosticadas com melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, durante cinco anos após a cirurgia de retirada do tumor.

A nova estratégia combina uma vacina personalizada, chamada intismeran, com o medicamento pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda. Juntos, eles estimulam o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas restantes no organismo.

O estudo

O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Nova York, no Perlmutter Cancer Center.

Ao todo, 107 pacientes receberam a combinação da vacina com a imunoterapia depois da cirurgia. Outro grupo, com 50 pessoas, recebeu apenas o pembrolizumabe, que atualmente é o tratamento padrão para esses casos.

A vacina intismeran é produzida de forma personalizada. Os cientistas analisam o tumor de cada paciente para criar uma imunoterapia específica, treinando o organismo a combater aquele câncer de maneira mais eficiente.

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Cinco anos depois do tratamento, os números impressionaram os especialistas. Entre os pacientes que receberam a terapia combinada, 68,8% continuavam livres do câncer. Já no grupo tratado apenas com imunoterapia, esse índice foi de 49,1%.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum nos Estados Unidos, com uma estimativa de 112 mil novos casos em 2026 (cerca de 65.400 em homens e 46.600 em mulheres).

O financiamento para este estudo foi fornecido por dois laboratórios: Moderna, fabricante do intismeran, e Merck, fabricante do pembrolizumab.

Mais sobrevida

Os pesquisadores também observaram uma diferença importante na sobrevida global dos pacientes.

No grupo que recebeu a vacina junto com a imunoterapia, 92,2% das pessoas permaneceram vivas após cinco anos.

No grupo que recebeu somente o tratamento convencional, a taxa foi de 71,3%.

Esperança concreta

A Dra. Janice Mehnert, responsável pelo estudo, disse que os resultados representam uma esperança concreta para pacientes com melanoma.

“Nosso estudo oferece fortes evidências de que a vacina, combinada com a imunoterapia, pode reduzir o risco de recorrência do câncer e melhorar os resultados clínicos”, afirmou a pesquisadora.

Os cientistas acreditam que essa tecnologia pode abrir caminho para tratamentos ainda mais personalizados no combate ao câncer. E, para milhares de pacientes no mundo inteiro, isso representa algo precioso: mais tempo de vida e mais esperança no futuro.

Após 5 anos de pesquisas com a nova vacina contra câncer de pele, 68% dos pacientes que receberam terapia combinada estavam livres da doença.- Foto: AFP Após 5 anos de pesquisas com a nova vacina contra câncer de pele, 68% dos pacientes que receberam terapia combinada estavam livres da doença.- Foto: AFPConfira o link original do post
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