Hantavírus: o que sabemos sobre o novo surto que preocupa autoridades de saúde

Um novo surto de hantavírus tem chamado atenção das autoridades internacionais de saúde após casos registrados a bordo do navio de expedição MV Hondius, que partiu da Argentina rumo à África. O episódio gerou preocupação mundial porque envolve a variante “Andes”, considerada rara e uma das poucas formas do hantavírus com possibilidade de transmissão entre pessoas em situações específicas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto permanece sob monitoramento internacional devido ao potencial de disseminação da variante sul-americana do vírus. Até o momento, autoridades internacionais confirmaram pelo menos oito casos ligados ao surto, incluindo três mortes.
Hantavírus: o que sabemos sobre o novo surto que preocupa autoridades de saúde

Um novo surto de hantavírus tem chamado atenção das autoridades internacionais de saúde após casos registrados a bordo do navio de expedição MV Hondius, que partiu da Argentina rumo à África. O episódio gerou preocupação mundial porque envolve a variante “Andes”, considerada rara e uma das poucas formas do hantavírus com possibilidade de transmissão entre pessoas em situações específicas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto permanece sob monitoramento internacional devido ao potencial de disseminação da variante sul-americana do vírus. Até o momento, autoridades internacionais confirmaram pelo menos oito casos ligados ao surto, incluindo três mortes. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) afirma que passageiros e tripulantes com possível exposição ao vírus estão sendo acompanhados em diferentes países.

Além dos infectados confirmados, dezenas de pessoas tiveram contato próximo com passageiros contaminados e seguem sendo monitoradas, inclusive nos Estados Unidos. Segundo autoridades americanas, ao menos 18 passageiros foram repatriados e colocados em quarentena preventiva.

Casos monitorados preocupam NY e NJ

O surto ganhou atenção especial na região Nordeste dos Estados Unidos após autoridades confirmarem que moradores de Nova York e Nova Jersey tiveram possível contato com pessoas infectadas. Em Nova York, três americanos ligados ao cruzeiro foram levados para quarentena em Nebraska. Entre eles havia residentes de Nova York e Nova Jersey.

Já em Nova Jersey, o Departamento de Saúde estadual informou que dois moradores estão sendo monitorados após possível exposição ao vírus durante viagens internacionais. Até agora, nenhum caso confirmado foi registrado no estado.

Em Connecticut, especialistas ligados à Yale New Haven Health e Hartford HealthCare afirmaram que o risco para a população continua extremamente baixo, embora o estado seja vizinho e a situação esteja sendo acompanhada com atenção. Até agora, Massachusetts não teve casos relacionados ao atual surto.

O que é o hantavírus?

De acordo com o CDC, o hantavírus é um grupo de vírus transmitidos principalmente por roedores infectados. A infecção ocorre, na maioria das vezes, quando pessoas entram em contato com urina, fezes ou saliva de ratos contaminados, especialmente em ambientes fechados ou mal ventilados.

O CDC afirma que os sintomas iniciais podem se parecer com os de uma gripe comum, incluindo:

  • febre,
  • dores musculares,
  • fadiga,
  • calafrios,
  • náuseas,
  • dores de cabeça.

Segundo a agência americana, alguns pacientes podem evoluir rapidamente para um quadro grave de síndrome pulmonar por hantavírus, caracterizada por dificuldade respiratória severa e acúmulo de líquido nos pulmões.

Como ocorre a transmissão?

O CDC destaca que a maior parte das variantes conhecidas do hantavírus não apresenta transmissão significativa entre pessoas. O principal risco continua sendo o contato com ambientes contaminados por roedores infectados.

No entanto, o atual surto envolve a variante “Andes”, encontrada principalmente na América do Sul. Segundo especialistas internacionais, essa cepa pode apresentar transmissão entre humanos em situações específicas de contato muito próximo e prolongado. Ainda assim, especialistas ressaltam que o vírus possui capacidade de transmissão muito inferior à de doenças respiratórias como COVID-19 ou gripe.

Como se prevenir?

O CDC recomenda medidas preventivas simples, especialmente para pessoas que frequentam áreas rurais, galpões, porões, casas fechadas por longos períodos ou locais com presença de roedores.

Entre as orientações estão:

  • evitar contato com fezes e urina de ratos;
  • não varrer locais contaminados a seco;
  • utilizar desinfetantes e panos úmidos na limpeza;
  • armazenar alimentos corretamente;
  • fechar frestas e entradas de roedores;
  • utilizar luvas e máscara em ambientes com infestação.

O CDC também orienta procurar atendimento médico imediato em caso de febre, dores musculares e dificuldade respiratória após possível exposição a ambientes contaminados.

Estamos diante de uma nova pandemia?

Segundo especialistas internacionais e autoridades de saúde, o risco de uma nova pandemia semelhante à COVID-19 é considerado baixo. A OMS e o CDC afirmam que o hantavírus possui baixa capacidade de transmissão entre humanos e tende a provocar surtos localizados.

Especialistas explicam que:

  • o vírus não possui transmissão aérea ampla;
  • exige contato próximo em raros casos;
  • não apresenta disseminação comunitária sustentada;
  • e historicamente provoca surtos limitados.

De acordo com dados do CDC, menos de 30 casos de hantavírus são registrados anualmente nos Estados Unidos. A agência afirma ainda que aproximadamente 890 casos foram confirmados no país entre 1993 e 2023. As autoridades seguem monitorando os contatos próximos dos passageiros do navio e reforçam que, neste momento, não há motivo para pânico, mas sim para vigilância e prevenção.

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