“Menino da bolha”: terapia para bebês com a doença tem 95% de eficácia, 10 anos depois

Lembra do “menino da bolha”, o norte-americano David Vetter que viveu em isolamento total nos anos 1980 e morreu aos 12 anos por causa da infecção misteriosa? Felizmente, uma terapia para bebês nascidos com a doença deu certo e, 10 anos depois, elas passam bem e os cientistas comemoram que o tratamento apresenta 95% de eficácia. Entre 2012 e 2017, 62 bebês nasceram com a doença da bolha, uma forma de imunodeficiência combinada severa (ADA-SCID). Para muitos deles, atividades simples, como brincar ou ir à escola, representavam risco de morte por infecções. Agora, dez anos após o início dos testes
“Menino da bolha”: terapia para bebês com a doença tem 95% de eficácia, 10 anos depois
Lembra do “menino da bolha”, o norte-americano David Vetter que viveu em isolamento total nos anos 1980 e morreu aos 12 anos por causa da infecção misteriosa? Felizmente, uma terapia para bebês nascidos com a doença deu certo e, 10 anos depois, elas passam bem e os cientistas comemoram que o tratamento apresenta 95% de eficácia.

Entre 2012 e 2017, 62 bebês nasceram com a doença da bolha, uma forma de imunodeficiência combinada severa (ADA-SCID). Para muitos deles, atividades simples, como brincar ou ir à escola, representavam risco de morte por infecções.

Agora, dez anos após o início dos testes com uma terapia genética experimental, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) anunciaram que 95% dos pacientes mantiveram o sistema imunológico totalmente reconstituído esse tempo todo. O tratamento devolveu qualidade de vida e independência a dezenas de crianças que antes viviam isoladas.

Resultados animadores

Segundo o médico Donald Kohn, responsável pelo estudo, a durabilidade e a segurança da terapia são “extraordinariamente animadoras”.

O trabalho, publicado na revista New England Journal of Medicine, representa o acompanhamento mais longo já feito de um tratamento genético desse tipo.

A ADA-SCID é causada por mutações no gene ADA, responsável pela produção de uma enzima essencial para o funcionamento do sistema imunológico. Sem ela, o corpo perde a capacidade de combater infecções, e a maioria dos bebês afetados morre antes dos dois anos de idade se não receber tratamento.

Leia mais notícia boa:

Cientistas conseguem reverter Alzheimer com terapia inovadora em camundongos Homem volta a enxergar com terapia pioneira na Itália; outros 7 pacientes já fizeram Nova terapia faz 100% das crianças com surdez genética ouvirem meses depois Como funciona a terapia genética contra doença do “menino da bolha”

O tratamento começa com a coleta de células-tronco da medula óssea da criança. Essas células, capazes de gerar todos os tipos de células do sangue e do sistema imunológico, recebem uma nova cópia do gene ADA por meio de um vetor viral modificado — uma espécie de vírus adaptado para transportar o gene saudável.

Depois da correção em laboratório, as células são reinfundidas no corpo da criança, onde passam a produzir continuamente células imunes saudáveis. O método foi desenvolvido pela equipe da UCLA em parceria com o Hospital Great Ormond Street e a University College London, no Reino Unido.

Até o momento, 59 pacientes tratados apresentaram funcionamento estável do sistema imunológico, sem complicações graves. Nenhum deles precisou de novo tratamento.

Resultados e próximos passos

O estudo é o maior e mais duradouro do tipo já realizado. Todos os pacientes tratados continuam vivos, e a maioria leva uma vida normal, frequentando escola e praticando esportes.

O grupo de pesquisa agora trabalha para obter a aprovação da FDA (agência reguladora dos Estados Unidos) e transformar a terapia em um tratamento disponível comercialmente.

“Os dados clínicos apoiam fortemente a aprovação. O próximo passo é garantir que possamos produzir o tratamento em escala”, explicou o Dr. Kohn.

O caso de Eliana

Entre as crianças tratadas está Eliana Nachem, da Virgínia (EUA). Diagnosticada com ADA-SCID aos 3 meses de idade, ela viveu os primeiros meses em isolamento absoluto, com ambiente esterilizado e sem contato com o mundo exterior.

Em setembro de 2014, aos 10 meses, recebeu na UCLA a infusão das células corrigidas.

Hoje, aos 11 anos, frequenta a escola, joga basquete e sonha em ser artista. A vida de isolamento deu lugar a uma infância normal, que antes parecia impossível.

O

O “menino da bolha”, David Vetter, viveu em isolamento total nos anos 1980 e morreu aos 12 anos por causa da infecção misteriosa. – Fotos: arquivo/The telegraph

A pequena Eliana é um doa casos da doença da bolha mais conhecidos dos EUA - Foto: arquivo pessoal

A pequena Eliana é um doa casos da doença da bolha mais conhecidos dos EUA – Foto: arquivo pessoal

Seis das crianças tratadas com a terapia contra a doença do

Seis das crianças tratadas com a terapia contra a doença do “menino da bolha” hoje têm vida praticamente normal. – Foto: UCLA/arquivo pessoal

Confira o link original do post
Matéria original por Só notícia boa
Todas as imagens são de autoria e responsabilidade do site acima.

Veja também

Kissimmee recebe festival de cinema brasileiro

Kissimmee recebe festival de cinema brasileiro

➤ Por: José Roberto Luchetti Segunda edição do LABRFF Orlando amplia espaço para o audiovisual nacional na Flórida O cinema brasileiro voltou a ganhar destaque na Flórida com a segunda edição do LABRFF Orlando, realizada em maio no Studio Movie Grill, em Kissimmee. Após uma estreia de sucesso em 2025,

Kissimmee recebe festival de cinema brasileiro

Kissimmee recebe festival de cinema brasileiro

➤ Por: José Roberto Luchetti Segunda edição do LABRFF Orlando amplia espaço para o audiovisual nacional na Flórida O cinema brasileiro voltou a ganhar destaque na Flórida com a segunda edição do LABRFF Orlando, realizada em maio no Studio Movie Grill, em Kissimmee. Após uma estreia de sucesso em 2025,