Em um veredito que reacende o debate sobre a liberdade acadêmica e os direitos de imigrantes em solo americano, a justiça dos Estados Unidos bloqueou a tentativa de deportação de Rumeysa Ozturk, estudante de doutorado da Tufts University. A decisão, proferida pelo juiz de imigração Roopal Patel em 29 de janeiro, representa uma derrota para o Departamento de Segurança Interna (DHS), que não conseguiu substanciar as razões para a remoção da acadêmica do país.
O caso ganhou notoriedade internacional após Ozturk ter seu visto revogado e passar 45 dias em um centro de detenção. A medida drástica foi tomada pelas autoridades após a estudante coassinar um editorial crítico à postura de sua universidade frente à violência na Faixa de Gaza. Imagens de sua detenção, realizada por agentes mascarados em março do ano passado, circularam amplamente nas redes sociais, tornando-se um símbolo de suposta perseguição política.


A reviravolta no tribunal expõe as fragilidades das acusações. O juiz Patel encerrou os procedimentos de deportação ao constatar que o governo falhou em apresentar evidências que justificassem a expulsão. A defesa da estudante argumentou que o sistema imigratório estava sendo instrumentalizado para silenciar dissidências políticas. A falta de base legal para a ação foi um ponto central e, segundo apurado pelo Jornal Brazilian Press, a decisão judicial reforça que opiniões políticas e o ativismo estudantil não podem ser usados indiscriminadamente como pretexto para a revogação de vistos, protegendo assim o direito à livre manifestação mesmo para não-cidadãos.
Apesar da vitória da defesa, o embate jurídico pode não ter chegado ao fim. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, já sinalizou que a administração federal poderá recorrer da sentença. O caso de Ozturk permanece, portanto, como um termômetro crítico de como a atual administração americana pretende equilibrar a segurança nacional com os direitos civis em um ambiente político cada vez mais polarizado.
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