
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, atendeu à solicitação da Lei Felca, que tem como objetivo combater a adultização de crianças nas plataformas digitais. A medida surgiu após um vídeo perturbador do influenciador Felca, que alertou a sociedade sobre a exposição de jovens a conteúdos sexualizados.
com imagens impactantes, o vídeo chocou o público e chamou a atenção de autoridades, sendo até veiculado no Jornal nacional, cuja repercussão foi inegável. Na segunda-feira, 11 de agosto, Motta enfatizou a urgentíssima necessidade de proteger crianças e adolescentes da exposição a temas adultos, prometendo discutir projetos que restrinjam esses conteúdos.
Além disso, o governo federal também se mobilizou, promovendo a responsabilização das plataformas online para garantir uma internet mais segura para os menores. Nos próximos dias, espera-se que a Câmara aprofunde o debate acerca das medidas protetivas.
Felca, nome pelo qual é conhecido o youtuber e humorista Felipe Bressamin Pereira, de 27 anos, ficou famoso por sua atuação nas redes sociais. Natural de Londrina (PR), ele começou sua trajetória online em 2012 com transmissões de videogames, mas ganhou notoriedade quando produziu um vídeo impactante, já visto mais de 31 milhões de vezes no YouTube, sobre a exploração sexual de menores.Com mais de 5,5 milhões de seguidores no YouTube e 15,4 milhões no Instagram, Felca, que já enfrentou problemas de saúde mental e alcoolismo, atualmente vive sob pressão e ameaças de pessoas influentes por seu ativismo. No vídeo polêmico, ele denunciou Hytalo Santos por explorar jovens e criticou a estrutura de algoritmos que favorecem conteúdos prejudiciais.
Felca tem utilizado sua influência para expor perfis que atraem seguidores ao explorar crianças. Ele ressalta que a monetização desses conteúdos é a principal razão para tal prática, afirmando que as plataformas devem impedir essas transações. “Remova o dinheiro dessa gente e sua motivação desaparece”, afirmou.
Durante sua fala, Hugo Motta agradeceu publicamente a Felca pela coragem de sua denúncia e destacou que há uma série de propostas prontas na Câmara para combater a erotização infantil. “É um tema que mexe com a essência da nossa sociedade”, reforçou.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que as grandes empresas de tecnologia têm conhecimento dos problemas em suas plataformas e não podem se isentar de responsabilidades. Ela comparou essa situação a uma “terra sem lei”, destacando o risco crescente de pedófilos e criminosos se aproveitando da desregulação.
Conforme destacado pelo Instituto Alana, a ‘adultização’ infantil é a imposição precoce de temas e comportamentos típicos do mundo adulto sobre as crianças. Essa prática, que inclui a erotização, é prejudicial ao desenvolvimento emocional e psicológico, com potenciais consequências profundas para o futuro desses jovens.
Felca tem sido um defensor destemido nessa luta e agora conta com a proteção do Estado, diante da ameaça que representam os interesses que ele desafiou.