Doença do beijo: nova descoberta de cientistas pode levar à produção de vacina

Vai ciência! Pesquisadores descobriram que é possível bloquear a infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) que leva à “doença do beijo”. O estudo foi conduzido no Fred Hutchinson Cancer Center, dos Estados Unidos. Com a descoberta, os cientistas conseguiram impedir a entrada do vírus nas células, o que pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos e vacinas no futuro. O EBV é transmitido principalmente pela saliva e está presente na maioria da população adulta. Depois que a pessoa é infectada, o vírus permanece silencioso no corpo, de forma inativa. Ele fica dentro das células de defesa, e quando a imunidade baixa, a
Doença do beijo: nova descoberta de cientistas pode levar à produção de vacina
Cientistas criaram anticorpos que bloqueiam o vírus Epstein-Barr causa a “doença do beijo” - Foto: PixabayVai ciência! Pesquisadores descobriram que é possível bloquear a infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) que leva à “doença do beijo”. O estudo foi conduzido no Fred Hutchinson Cancer Center, dos Estados Unidos.

Com a descoberta, os cientistas conseguiram impedir a entrada do vírus nas células, o que pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos e vacinas no futuro.

O EBV é transmitido principalmente pela saliva e está presente na maioria da população adulta. Depois que a pessoa é infectada, o vírus permanece silencioso no corpo, de forma inativa. Ele fica dentro das células de defesa, e quando a imunidade baixa, a doença aparece em forma de bolhas na boca.

O que é a doença do beijo?

O vírus Epstein-Barr é um tipo de herpesvírus muito comum no mundo. Ele é transmitido principalmente pelo contato com saliva, por isso ficou conhecido como causador da “doença do beijo”.

Depois da infecção, o vírus não é eliminado. Ele fica “adormecido” nas células B, que fazem parte do sistema imunológico.

Na maioria das pessoas, o vírus não causa problemas. O organismo consegue mantê-lo sob controle, até que a imunidade baixa.

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Pesquisas recentes mostram que o vírus Epstein-Barr pode estar relacionado a diferentes doenças.

Entre elas:

Lúpus eritematoso sistêmicoEsclerose múltiplaCovid longaSíndrome da fadiga crônicaO vírus também está associado a alguns tipos de câncer, como:

Linfoma de BurkittCarcinoma nasofaríngeoOs cientistas investigam como o EBV interfere nas células de defesa e pode desencadear essas condições.

Por que é difícil combater o EBV?

O principal desafio é que o vírus consegue se ligar facilmente às células B do organismo.

Isso dificulta a ação de tratamentos, já que o EBV tem acesso direto às células do sistema imunológico.

Outro problema é que anticorpos desenvolvidos fora do corpo humano podem ser rejeitados, o que limita o uso em terapias.

Como os cientistas conseguiram bloquear o vírus?

Os pesquisadores criaram anticorpos com estrutura humana usando camundongos modificados geneticamente.

Ao todo, foram identificados 10 anticorpos monoclonais que atuam em partes específicas do vírus:

Alguns impedem o vírus de se ligar às célulasOutros bloqueiam a entrada do vírus nas célulasSegundo o pesquisador Andrew McGuire, esse tipo de anticorpo é difícil de desenvolver porque o EBV consegue atingir quase todas as células B.

O que os testes mostraram?

Nos testes em laboratório, um dos anticorpos conseguiu bloquear completamente a infecção pelo vírus.

Outro anticorpo apresentou proteção parcial.

Esses resultados ajudam a identificar pontos vulneráveis do EBV, o que também pode orientar o desenvolvimento de vacinas.

Quem pode se beneficiar dessa descoberta?

A descoberta pode ser importante para pessoas com imunidade baixa, como pacientes transplantados.

Esses pacientes usam medicamentos que reduzem a defesa do organismo, o que pode permitir a reativação do vírus.

O EBV pode causar uma complicação chamada distúrbio linfoproliferativo pós-transplante (PTLD), que é uma forma de câncer.

Evitar a ativação do vírus pode ajudar a reduzir esse risco.

Quando esse tratamento pode estar disponível?

A pesquisa ainda está em fase inicial.

Os próximos passos incluem:

Testes de segurança em adultos saudáveisEstudos clínicos com pacientes de maior riscoAinda não há prazo para que o tratamento esteja disponível, mas os resultados indicam um caminho promissor para o controle do vírus Epstein-Barr.

O vírus Epstein-Barr causa a “doença do beijo”. Ele permanece no corpo após a infecção - Foto: Pixabay O vírus Epstein-Barr causa a “doença do beijo”. Ele permanece no corpo após a infecção – Foto: PixabayConfira o link original do post
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