A administração de Donald Trump está finalizando os detalhes de uma operação sem precedentes para endurecer o cerco contra a imigração ilegal nos Estados Unidos a partir de 2026. A nova fase da política migratória, segundo apurado pelo Jornal Brazilian Press, será sustentada por uma injeção de capital massiva que elevará o poder de fogo das agências de controle a patamares nunca vistos.
Enquanto o orçamento atual gira em torno de US$ 19 bilhões, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e a Patrulha da Fronteira deverão receber um aporte que totaliza cerca de US$ 170 bilhões até setembro de 2029. Essa verba astronômica, aprovada pelo Congresso de maioria republicana, tem um destino claro: transformar a capacidade logística do governo federal. O plano inclui a contratação de milhares de novos agentes, a abertura de novos centros de detenção e a ampliação de convênios com prisões locais e empresas privadas de segurança.
A mudança de tática sinaliza um rompimento com a abordagem anterior, que poupava certos setores vitais da economia. A partir do próximo ano, a imunidade tácita de fábricas, fazendas e grandes empregadores deve cair por terra. Tom Homan, o “czar da fronteira” de Trump, já alertou que os números de deportações e prisões vão “explodir”, indicando que as batidas em locais de trabalho — antes evitadas para não desestabilizar a cadeia produtiva — passarão a ser rotina.
Essa ofensiva ocorre em um momento delicado para o presidente, que vê sua popularidade no tema migratório despencar. Pesquisas recentes apontam uma queda de aprovação de 50% para 41% em menos de um ano, impulsionada por relatos de táticas agressivas, como o uso de agentes mascarados e gás lacrimogêneo em áreas residenciais. Mesmo diante do risco político às vésperas das eleições de meio de mandato, a Casa Branca dobra a aposta, revogando proteções legais de cidadãos haitianos, venezuelanos e afegãos e mantendo a meta ambiciosa de remover até um milhão de pessoas por ano. Especialistas e empresários, contudo, temem o efeito bumerangue dessa política. A substituição forçada de mão de obra e o clima de medo instaurado nas comunidades imigrantes podem pressionar os custos de produção, alimentando a inflação e gerando um novo flanco de crise econômica para o governo enfrentar.
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