

O incidente ocorreu em um estabelecimento nos Jardins, na Zona Oeste de São Paulo, onde a bebida servida estava contaminada com metanol. Graças a um tratamento intensivo realizado por um neuro-oftalmologista,parte de sua capacidade visual,que havia sido severamente comprometida,está sendo recuperada.
A história de Radharani inspira esperança não apenas para ela, mas também para outros que sofrem com casos semelhantes. Até o dia 29 de outubro, foram registrados 59 casos de intoxicação por metanol e 7 mortes em 5 estados e no Distrito Federal.
Processo de Recuperação da Visão
Em um depoimento à TV Globo,Radharani comentou sobre a lentidão,mas também a continuidade de sua recuperação. Embora ainda perceba uma ”neblina” em sua visão,ela já consegue identificar formas e cores diferentes.
“Vejo uma espécie de neblina, mas com cada dia que passa percebo melhorias. Consigo perceber objetos, como o sofá, e suas cores distintas. É uma sensação imensa de alívio”, declarou.
Profissionais da saúde continuam a monitorar sua recuperação, apreciando os avanços positivos, mesmo sem previsão de recuperação plena. Intoxicações severas por metanol costumam resultar em sequelas duradouras.
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Laudos médicos revelaram que o nível de metanol no corpo de Radharani era quatro vezes superior ao necessário para causar coma ou morte. A taxa urinária constatada foi de 415,90 mg/l, que excede os limites de segurança recomendados.
Especialistas indicam que concentrações acima de 100 a 150 mg/l já podem resultar em danos cerebrais e falência de órgãos.
O metanol, utilizado principalmente em indústrias e encontrado em solventes e produtos de limpeza, transforma-se em substâncias tóxicas no fígado, podendo levar a cegueira, falência renal e até ao óbito.
Clamor por Justiça e Melhores Fiscalizações
Apesar da recuperação, Radharani expressou sua preocupação com a lentidão na investigação do caso. Ela solicita maior rigor das autoridades e responsabilidade dos estabelecimentos que comercializam bebidas.
“Não é aceitável que ao sair para tomar uma caipirinha, quase se perca a vida. É fundamental que as pessoas entendam que o local onde se consome deve zelar pela segurança dos consumidores e as autoridades precisam exercer uma fiscalização eficaz”,afirmou.
Ela ressaltou que essa experiência deve servir como um alerta e espera respostas concretas sobre a apuração. as autoridades continuam investigando a proveniência das bebidas adulteradas que causaram a intoxicação.







