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Irmandade de mulheres negras pode ser ‘arma secreta’ de Kamala Harris para ocupar a presidência dos EUA

Uma eventual presidência de Kamala Harris pode romper muitas barreiras. Uma delas é que ela poderá ser a primeira mulher membro de uma irmandade negra a ocupar a Casa Branca. Na última quarta-feira (24/7), ela discursou na convenção anual da irmandade Zeta Phi Beta. Ela é membro vitalício da comunidade Alpha Kappa Alpha. As duas organizações

Uma eventual presidência de Kamala Harris pode romper muitas barreiras. Uma delas é que ela poderá ser a primeira mulher membro de uma irmandade negra a ocupar a Casa Branca. Na última quarta-feira (24/7), ela discursou na convenção anual da irmandade Zeta Phi Beta. Ela é membro vitalício da comunidade Alpha Kappa Alpha.

As duas organizações fazem parte das irmandades e fraternidades predominantemente negras que compõem o Conselho Nacional Pan-Helênico. Comumente denominadas Divine Nine, elas reúnem cerca de quatro milhões de membros e estão preparadas para ser a arma secreta de Kamala Harris à presidência. As Divine Nine já apoiaram Harris no passado, durante sua ascensão na política nacional.

Na virada do século 20, surgiram irmandades negras identificadas por letras gregas. Seu objetivo era servir de sistemas de apoio, oferecendo vínculos entre estudantes negros que sofriam segregação e isolamento social, em universidades majoritariamente brancas.

A primeira fraternidade negra, Alpha Phi Alpha, começou como um grupo de estudos em 1906, na Universidade Cornell, no Estado  de New York, segundo o livro The Divine Nine: The History of African American Fraternities and Sororities de Lawrence C. Ross. Kamala Harris entrou para a Alpha Kappa Alpha, a irmandade de mulheres negras mais antiga do país, quando era estudante do quarto ano da Universidade Howard, em Washington. Tanto coletivamente quanto nas suas organizações individuais, as Divine Nine se organizam em torno de valores comuns de educação acadêmica, engajamento cívico e serviço comunitário.

Seus membros são vitalícios, o que, segundo o autor, é algo “quase espiritual” e “faz você perceber que sua vida na Terra tem mais significado do que apenas suas próprias necessidades egoístas”.

Sobre sua ligação com a AKA, Harris declarou em 2019: “Ao longo de toda a sua vida, você encontra amigos que se tornam família e, como a família, eles ajudam a moldar você e suas experiências de vida. Para mim, foram as mulheres da Alpha Kappa Alpha Sorority, Inc. que se tornaram minhas irmãs.” Harris era então senadora pelo Estado da Califórnia. Naquele ano, ela lançou sua campanha para a presidência. Suas “irmãs” pediram votos para as pessoas, porta a porta e por telefone.

Quando ela se tornou candidata a vice de Biden, imagens de membros da AKA e de outras irmandades Divine Nine, usando sapatos de salto alto e colares de pérolas, viralizaram em sua Caminhada para as Urnas em Atlanta, no Estado americano da Geórgia. A chapa de Biden e Harris conseguiu uma vitória apertada no Estado, alavancada, em parte, pelo forte comparecimento negro às urnas. A candidatura de Harris para as eleições de novembro de 2024 tem apenas alguns dias, mas o apoio de suas irmãs já está produzindo efeitos.

Em uma ligação pelo Zoom na noite de domingo (21/7), o grupo chamado Win With Black Women, que inclui diversos membros das Divine Nine, ajudou a levantar, em cerca de três horas, mais de US$ 1 milhão para a campanha de formação. Falando para 6 mil entusiasmadas mulheres da irmandade Zeta Phi Beta, em um centro de convenções em Indianápolis, Indiana, Harris prometeu na quarta-feira (24/7) que “não estamos de brincadeira”, se ela vencer Donald Trump em novembro.

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