

Ela é formada em Relações Internacionais e a conquista ganha ainda mais peso quando se olha para a trajetória dela. Gabrielle foi a primeira pessoa da família a falar inglês, fazer pós-graduação e estudar fora do Brasil. Para ela, uma experiência internacional parecia distante pela realidade financeira da família. Mas a jovem de 26 anos conseguiu e agradeceu:
“Eu quero poder contar sobre meu processo e mostrar que um planejamento dentro de organismos internacionais é possível”, disse Gabrielle ao falar sobre o caminho até a vaga.
Bolsas abriram caminho para estudar fora
O interesse por experiências internacionais começou ainda no ensino médio. Gabrielle queria fazer intercâmbio, mas achava que não conseguiria era muito caro.
Aí ela começou a pesquisar bolsas de estudo e conseguiu oportunidades para participar de cursos ligados a liderança, empreendedorismo e desenvolvimento juvenil. Durante a graduação, veio uma bolsa para estudar no Canadá.
Depois, Gabrielle acumulou outras experiências internacionais e fez mestrado na Alemanha, onde também passou pela Unesco. A trajetória inclui ainda uma experiência de pesquisa de 12 semanas no Canadá pelo programa Mitacs Globalink.
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Mesmo com esse currículo, conseguir o estágio no Banco Mundial exigiu várias etapas. A candidatura começou com currículo e uma carta de apresentação.
Depois, Gabrielle passou por uma avaliação com situações práticas, questões quantitativas e de raciocínio. Segundo ela, essa foi uma das etapas que mais provocou nervosismo, principalmente porque não existe um preparatório específico para a prova.
Na sequência, ela foi chamada para uma entrevista em painel, que pode reunir até quatro representantes da instituição. Gabrielle acredita que dois fatores a ajudaram a passar na seleção do Banco Mundial: adaptar o currículo à oportunidade e demonstrar na carta de apresentação como sua trajetória estava ligada à missão do Banco.
Uma das 120 selecionadas
E o número de concorrentes realmente chama atenção. O Banco Mundial informou que recebeu mais de 33 mil candidaturas para a turma de estágio de verão de 2026 e selecionou 120 participantes, vindos de 42 países e de mais de 70 instituições de ensino.
O programa de estágio do Banco Mundial é voltado a estudantes universitários e de pós-graduação e oferece oportunidades remuneradas em diferentes áreas e escritórios da instituição. E desde maio, Gabrielle vive a experiência de trabalhar no banco, que anos atrás parecia tão distante.
Hoje, ela usa a própria trajetória para mostrar a outros brasileiros como buscar bolsas e oportunidades profissionais em organizações internacionais.
Primeira da família a seguir esse caminho
Gabrielle vem de família simples. O pai dela deixou o ensino fundamental para trabalhar e ajudar a família. Ele só conseguiu voltar à escola e terminar o ensino médio anos depois, quando a filha tinha seis anos.
Do lado materno, Gabrielle cresceu ouvindo histórias de familiares descendentes de japoneses que viajavam ao Japão para trabalhar e mandar dinheiro para casa. Mas, para ela, estudar fora acabou ganhando outro significado.
Agora, depois de bolsas, intercâmbios, mestrado e outras experiências internacionais, Gabrielle acrescentou ao currículo o estágio no Banco Mundial e quer usar o que aprendeu para incentivar outros jovens brasileiros a correm atrás dos sonhos.
Veja a foto de Gabrielle durante a trajetória internacional no Banco Mundial:


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