Bebê surdo começa a ouvir após terapia e dança ao escutar música pela primeira vez; assista

Um vídeo emocionante mostra a reação de um bebê surdo que começa a ouvir após uma nova terapia. Ao escutar pela primeira vez a música Brilha Brilha Estrelinha, depois do tratamento inovador, o garotinho começa a sacudir o corpo e a dançar feliz da vida. No vídeo, o pequeno dança – 15 semanas depois da
Um vídeo emocionante mostra a reação de um bebê surdo que começa a ouvir após uma nova terapia. Ao escutar pela primeira vez a música Brilha Brilha Estrelinha, depois do tratamento inovador, o garotinho começa a sacudir o corpo e a dançar feliz da vida.

No vídeo, o pequeno dança – 15 semanas depois da injeção inicial do tratamento – ao som de “Twinkle Twinkle Little Star” (Brilha, Brilha estrelinha). Ele ainda balança as mãozinhas e parece  empolgado com a novidade Que fofura!

O ensaio clínico conduzido por pesquisadores do Hospital Eye & ENT da Universidade de Fudan, em Xangai, na China, teve conclusões publicadas na revista The Lancet, em janeiro deste ano. Todas as 6 crianças apresentaram recuperação auditiva e melhora drástica na percepção da fala e localização sonora.

Tratamento com injeção

O pequeno, junto com outras cinco crianças, recebeu o tratamento contra a surdez hereditária chamada DFNB9, que restaurou a audição nos dois ouvidos. Além de ouvir, eles conseguiram perceber a fala e identificar de onde vinham os sons.

O ensaio clínico foi realizado no Hospital Eye & ENT da Universidade de Fudan, em Xangai, na China, conduzido em parceria com pesquisadores do Mass General Brigham Eye and Ear.

Crianças com DFNB9 nascem com mutações no gene OTOF, que impede a produção da proteína otoferlina funcional, necessária para que os mecanismos auditivos funcionem normalmente.

Em um procedimento minimamente invasivo, os cientistas injetaram cópias do gene OTOF humano transportado por um vírus nos ouvidos internos das crianças, fazendo-as ouvir novamente.

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O grupo tem publicado vários vídeos das crianças ouvindo pela primeira vez.

Dessa vez, o mais recente mostra o bebezinho reagindo a diversos barulhos. A criança, depois de um tempo, começou a mostrar evolução e entender até mesmo palavras, sendo capaz de dizer “Baba” (papai).

E o mais marcou os pesquisadores, sem dúvida, foi a dancinha de alegria que a criança realizou depois de ouvir a versão inglês de Brilha, Brilha estrelinha.

Super animado, ele balança as mãos e mexe o corpo repetidamente vezes, sentindo toda a batida da música.

E ao ser perguntado pela avó onde estão suas orelhas, o garotinho coloca a mão na orelhinha em um claro sinal que ele estava entendendo tudo.

Novas abordagens

Segundo autores do estudo, até 60% dos casos de surdez infantil são causados por fatores genéticos. Para Yilai Shu, diretor do Centro de Diagnóstico e Tratamento da Perda Auditiva Genética e principal autor do estudo, o futuro é bem promissor em relação à terapia.

“Estes novos resultados mostram que esta abordagem é muito promissora e justifica ensaios internacionais maiores:, afirmou.

Com os primeiros resultados, ele diz ser possível começar a pensar em outras abordagens futuras, que podem ser aplicadas para surdez causada por outro motivos que não o DFNB9.

“Nosso estudo apóia fortemente o tratamento de crianças com DFNB9 em ambos os ouvidos, e nossa esperança é que este estudo possa se expandir e que essa abordagem também possa ser analisada para surdez causada por outros genes ou causas não genéticas”, finalizou.

Assista ao vídeo do garotinho que nasceu surdo dançando:

O bebê surdo recebeu a nova terapia, começou ouvir música pela primeira vez e saiu dançando Brilha Brilha Estrelinha. - Foto: Hospital oftalmológico e otorrinolaringológico da Universidade Fudan em Xangai

O bebê surdo recebeu a nova terapia, começou ouvir música pela primeira vez e saiu dançando Brilha Brilha Estrelinha. – Foto: Hospital oftalmológico e otorrinolaringológico da Universidade Fudan em Xangai

Com informações de The Sun / The Guardian

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