

Entre eles, Mariângela Hungria, da Embrapa, que criou microorganismos que ajudam plantas a absorver nitrogênio, e Luciano Moreira, da Fiocruz, que usa bactéria contra o vírus da dengue.
Em comum, eles trabalham com bactérias benéficas e estão na edição de 2026 da Time, publicada nesta quarta-feira, 15.
O trabalho da Mariângela
Mariângela Hungria, que é microbiologista e agrônoma, recebeu no ano passado o World Food Prize (WFP), apelidado de “Nobel da Agricultura”.
Segundo a Time, o trabalho da pesquisadora da Embrapa impactou o agronegócio brasileiro e ajuda produtores em outros países a aumentarem a produtividade, ao mesmo tempo em que reduzem o uso de insumos que poluem lençóis freáticos.
“Hoje, graças ao seu trabalho, 85% da soja brasileira é cultivada com esses microrganismos em vez de fertilizantes sintéticos”, afirmou a revista. “Suas inovações científicas, utilizadas no mundo todo, ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano e a evitar a emissão de 230 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono.”
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O Luciano Moreira é geneticista e agrônomo, e ele também apareceu na lista dos dez cientistas mais influentes do planeta compilada pela revista científica britânica Nature.
A escolha de Luciano Moreira, da Fiocruz, pela Time teve relação com a expansão do programa de controle da dengue, que ele desenvolveu, com a criação de uma fábrica em Curitiba que produz mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia. Esses insetos proliferam e competem com mosquitos na natureza. O micróbio que carregam reduz a transmissibilidade da dengue caso o animal seja infectado.
“Por mais de duas décadas, Luciano Moreira desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento e na implementação em larga escala do método Wolbachia do Programa Mundial de Mosquitos, que consiste na criação de mosquitos incapazes de transmitir doenças mortais como a dengue. Ele conduziu o projeto desde a descoberta científica até o seu impacto duradouro na saúde pública no Brasil, um dos países mais afetados por doenças transmitidas por mosquitos”, disse a Time.
Nunca antes na história
A inclusão do nome de dois cientistas brasileiros entre as personalidades consideradas as 100 mais influentes do ano é inédita e enche a gente de orgulho.
Que esse anúncio, de prestígio mundial, sirva para o governo aumentar as verbas para pesquisas nacionais.


Matéria original por Só notícia boa
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