Viúvo de 95 anos distribui 10.000 pares de brincos artesanais e revela que está apenas começando

Após a perda de sua amada esposa Joyce em 2013, Willis Wipf enfrentou um desgosto profundo, mas encontrou um novo propósito em sua dor. Com 95 anos e morando em um residencial sênior em Mesa, Arizona, ele transformou sua oficina em um espaço de criatividade, onde a produção de brincos se tornou uma devoção diária a sua memória
Viúvo de 95 anos distribui 10.000 pares de brincos artesanais e revela que está apenas começando


Via: The Detroit⁣ News

Após a⁣ perda‌ da amada esposa Joyce em 2013,⁤ willis Wipf viu sua vida transformada pela dor. “Eu precisava de um motivo para levantar da cama”, compartilha. Dessa tristeza surgiu⁢ uma nova missão: a confecção ‍de brincos artesanais, que se tornaram sua grande paixão.

Aos 95 anos, vivendo em um residencial sênior em Mesa, Arizona, Willis converteu sua pequena⁤ oficina em um verdadeiro centro de criatividade​ e generosidade. O que começou como uma forma ⁤simples de homenagear sua⁢ esposa há quase três décadas, agora se​ tornou uma devoção ‌diária. “Se conseguir alegrar o dia de alguma mulher,isso vale​ a pena”,diz ele ‍ao The Washington Post.

Willis dedica cerca de⁤ três horas por dia à criação de seus brincos. Seu processo ‍é meticuloso e carregado de dedicação: ele foca na⁣ transformação de pedras em formas ‌elegantes como lágrimas ⁢ou triângulos, polindo cada⁢ uma até que brilhem e adicionando ganchos personalizados. Em casa, ele mantém seus brincos em tigelas de sal para garantir que se mantenham na vertical, enquanto um⁤ MacBook ​Pro reaproveitado serve como sua vitrine improvisada.



Via: The Detroit News

Com o passar do tempo, Willis começou a explorar rochas coletadas de calçadas e rios, além de adquirir pedras preciosas como opala e malaquita. ele economiza seu cheque de aposentadoria e evita viagens a‌ lazer apenas para comprar mais materiais. “Ele não quer descartar uma única pedra”, observa sua filha, Jane Wiebe, ⁣que vê‌ quatro baldes de rochas de cinco galões empilhados‌ do⁢ lado de fora de seu trailer, chamando a atenção⁣ dos vizinhos.

Willis não vende suas criações; em​ vez disso, doa cada um dos mais de 10.000 pares de brincos que já fez, presenteando mulheres que conhece ou repartindo ​entre seus familiares. Sua filha, Jane, que mora em Homer, no Alasca, costuma transportar os brincos em ⁢seu ⁣Subaru ​azul, entregando-os em estacionamentos, jogos de cartas e até consultórios dentários. “Quando alguém pergunta o preço, ela responde: ‘É grátis. Você não pode comprá-los'”,acrescenta.



Via: The Detroit News

Joyce usava com frequência os⁢ brincos​ feitos à mão antes de sucumbir à doença de ‍alzheimer. após seu falecimento, Willis repartiu os 80 pares que sobraram entre seus ⁤filhos e netos.Nos primeiros meses de luto,ele ‍tentou ​se distrair com esportes⁣ e coral,mascom ‌o passar do ⁣tempo,foi seu ateliê que realmente lhe trouxe conforto.

Ele estabeleceu uma rotina diária rígida, com as manhãs dedicadas ao trabalho na oficina, seguidas‌ por​ uma refeição ⁤leve e uma soneca, antes​ de retornar à ⁣sua criação. Mesmo após enfrentar uma grave‍ insuficiência cardíaca em 2023, ele se declarou a um membro da equipe do hospital: “Tenho brincos para fazer”.



Via:⁢ The Detroit News

A ‍sua generosidade o tornou uma figura querida na comunidade sênior. “Ele pode não conhecer todas as mulheres aqui, mas todas conhecem ele”, aponta Jane.⁤ Em uma exibição de arte realizada em março,Willis doou mais de 120 pares de brincos⁢ e apresentou os passos de seu elaborado processo de 14 ‌etapas,para assim,abrir ‍espaço para criar mais.

Para Willis Wipf, o trabalho com jóias nunca foi apenas uma questão de adornos. É uma forma de espalhar felicidade, uma pedra brilhante de cada ⁢vez.

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