Para a liderança do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump decidiu fazer a primeira grande alteração de seu segundo mandato. Nesta quinta-feira, o republicano anunciou a saída de Kristi Noem do posto de secretária. Conhecida pejorativamente por opositores como a “Barbie do ICE”, ela enfrentava forte desgaste político devido às controversas políticas migratórias e, segundo apurado pelo Jornal Brazilian Press, cederá sua cadeira ao senador de Oklahoma, Markwayne Mullin.
A trajetória de Noem no comando da pasta foi marcada por intensas turbulências. Além de ser o rosto da dura repressão contra estrangeiros indocumentados, a ex-secretária se viu no centro de uma crise após a morte de dois cidadãos americanos por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) em Minneapolis. A situação se agravou ainda mais nesta semana com questionamentos no Congresso a respeito de um contrato publicitário milionário, gerando apelos tanto de democratas quanto de colegas de partido pela sua exoneração.


Apesar da destituição do cargo principal, Donald Trump utilizou a plataforma Truth Social para enaltecer o trabalho da aliada, destacando seus resultados na segurança fronteiriça. O presidente americano revelou que Noem não deixará o governo, assumindo agora a função de Enviada Especial para o Escudo das Américas. Trata-se de uma nova iniciativa de segurança voltada ao Hemisfério Ocidental, cujos detalhes serão divulgados no próximo sábado, na Flórida. A ex-secretária já carregava um histórico controverso na bagagem, incluindo a repercussão negativa de um livro autobiográfico no qual admitiu ter matado a tiros um filhote de cachorro de quatorze meses e uma cabra de sua fazenda, episódios que na época lhe renderam severas críticas.
Para a sucessão, o nome escolhido por Trump traz um perfil inusitado para a pasta. Markwayne Mullin, além de atuar no Senado americano desde 2023, tem um passado profissional como lutador de MMA. A efetivação do novo secretário, agendada para o final de março de 2026, ainda necessita do aval do Senado. A aprovação, contudo, é tida como certa, já que o Partido Republicano detém a maioria da casa legislativa. Em suas primeiras declarações à imprensa no Capitólio, Mullin adotou um tom diplomático. O senador afirmou ser amigo de Noem e elogiou o empenho da antecessora ao lidar com uma atribuição extremamente complexa, ressaltando que ela fez o melhor possível dadas as circunstâncias de pressão.
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