

A criança, Brenno Fernandes Girdziauckas, que é autista não verbal, caiu da janela do banheiro do apartamento onde mora com a família. Ele foi socorrido pelo Samu poucos minutos depois da queda e levado para um hospital localizado a uma quadra do prédio.
Após o acidente, Brenno segue em recuperação, sem lesões neurológicas graves. Médicos envolvidos no atendimento explicam que uma combinação de fatores ajudou a reduzir a gravidade do impacto. A criança bateu em várias estruturas do prédio antes de chegar ao chão, o que amorteceu o impacto da queda.
A queda
O caso ocorreu no dia 27 de dezembro de 2025 e foi registrado como acidente pelas autoridades. Segundo relato da família, Brenno conseguiu escalar até a janela do banheiro antes da queda. A mãe, Paloma Girdziauckas, afirmou que havia marcas de pés no local, indicando que a criança subiu sozinha até a abertura.
De acordo com informações repassadas pela polícia, a criança não caiu diretamente até o chão. Durante o trajeto, Brenno atingiu partes da estrutura do prédio, o que alterou a dinâmica da queda.
O pai, Carlos Daniel Fernandes, contou que o filho bateu primeiro em uma janela aberta e, em seguida, em um corrimão. Esses impactos intermediários contribuíram para a redução da velocidade antes da chegada ao térreo.
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Brenno foi atendido rapidamente por uma equipe de emergência e levado a um hospital de referência. A ortopedista pediátrica Caroline Marconatto Flores participou da avaliação inicial e detalhou o quadro clínico.
Segundo a médica, a criança apresentou um trauma leve na cabeça, sem comprometimento estrutural. O pulmão teve uma pequena lesão, considerada sem gravidade, e a coluna permaneceu preservada.
As principais lesões foram ortopédicas. Brenno fraturou os dois fêmures e também as tíbias das duas pernas, o que exigiu intervenções cirúrgicas.
Tratamento e cirurgias realizadas
No primeiro momento, os médicos optaram pelo uso de fixadores externos, técnica utilizada para alinhar e estabilizar os ossos fraturados. Esse procedimento permitiu o controle inicial das lesões.
Na sequência, Brenno passou por mais duas cirurgias. Em uma delas, foram colocados pinos e placas para garantir a correta consolidação óssea.
Todo o tratamento foi realizado no mesmo hospital, sem necessidade de transferência para outra unidade. Segundo a equipe médica, isso facilitou o acompanhamento contínuo do caso.
Por que a criança sobreviveu
Especialistas explicam que uma queda do 10º andar pode atingir velocidades próximas a 85 km/h, considerando altura e peso médios de uma criança. Esse cálculo foi feito por uma professora da área de ciências forenses da Universidade de São Paulo.
No caso de Brenno, a velocidade final provavelmente foi menor devido aos impactos intermediários ao longo da queda. Cada contato com a estrutura do prédio ajudou a dissipar parte da energia do impacto.
“Ao ele ir parando e amortecendo, acaba diminuindo a velocidade da queda”, explicou a ortopedista ao Fantástico.
A influência da idade
Outro fator apontado pelos médicos foi a idade da criança. Segundo o ortopedista pediátrico Pedro Francisco Moreno, os ossos infantis ainda estão em formação e apresentam maior capacidade de adaptação.
Esse processo, chamado de remodelamento ósseo, permite que os ossos se reorganizem ao longo do crescimento, o que favorece a recuperação após fraturas.
De acordo com os especialistas, esse aspecto aumenta as chances de boa evolução clínica em casos de trauma ortopédico na infância.
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