Laser como aliado no combate à hipertensão associada à menopausa em estudo brasileiro

Pesquisadores de São Paulo vão além das expectativas ao revelar que a aplicação de laser na região abdominal pode ser uma nova ferramenta no combate à hipertensão relacionada à menopausa. O estudo, realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e apoiado pela FAPESP, traz novas esperanças para mulheres afetadas por essa condição
Laser como aliado no combate à hipertensão associada à menopausa em estudo brasileiro
Pesquisadores brasileiros apresentam solução inovadora para hipertensão menopausal
Estudo revela <a data-mil=que laser pode ajudar a controlar a hipertensão da menopausa, realizado em São Paulo. – Fotos: Luis Henrique oliveira de Moraes / Tereza Cristina Buzinari” width=”1920″ height=”1280″ loading=”eager” fetchpriority=”high” decoding=”async”>
um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, conseguiu demonstrar que a aplicação de laser na região abdominal apresenta um efeito promissor no controle da hipertensão decorrente da menopausa. Este estudo, apoiado pela FAPESP e publicado na respeitada revista Lasers in Medical Science, aponta para novas possibilidades de tratamento.

Os dados da pesquisa, que foi realizada em um modelo animal, indicam que o uso de um laser vermelho de baixa intensidade efetivamente reduziu a pressão arterial, além de melhorar a função do endotélio – a camada celular que reveste os vasos sanguíneos – e diminuir o estresse oxidativo, um fator que pode contribuir para várias doenças cardíacas.

“O tratamento com a fonte de luz demonstrou um aumento nos níveis de óxido nítrico, um gás essencial que nosso corpo produz e que desempenha um papel importante na regulação da pressão arterial; ele atua como um vasodilatador, ajudando a relaxar os vasos e a facilitar o fluxo sanguíneo”, explicou Gerson Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Fisiológicas da UFSCar e coordenador do projeto, em uma entrevista à Agência Fapesp.

Metodologia do estudo

O experimento envolveu 26 ratas de 70 dias, que foram divididas em três grupos distintos: um grupo controle, um grupo ovariectomizado (que passou por uma cirurgia de remoção dos ovários) e um grupo ovariectomizado que recebeu fotobiomodulação duas vezes por semana durante um período de duas semanas. Essa técnica utiliza luz de diferentes comprimentos de onda para obter benefícios terapêuticos em células e tecidos.

A remoção dos ovários nas ratas simula a menopausa,uma fase em que ocorre um declínio significativo na produção hormonal,especialmente do estrogênio,que é vital para a saúde cardiovascular,ajudando a manter os vasos sanguíneos saudáveis e a regular a pressão arterial.

Perspectivas futuras

Atualmente, a equipe liderada por Rodrigues está conduzindo um ensaio clínico envolvendo mulheres na menopausa, com o objetivo de avaliar como o laser vermelho pode afetar os sintomas associados a condições cardiovasculares em humanos. Os primeiros resultados são encorajadores e a equipe se prepara para liberar os dados em breve.

“Estamos também explorando formas de potencializar os efeitos biológicos do tratamento com o laser, incluindo a investigação de fitoterápicos que possam amplificar os benefícios gerados pela luz”, acrescentou Rodrigues.

O estudo faz parte da tese de Nayara Formenton da Silva,defendida no Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas UFSCar/Unesp.

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A pesquisa brasileira revela o potencial do laser para tratar hipertensão na menopausa. - Fotos: Luis Henrique Oliveira de Moraes / Tereza Cristina Buzinari

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