Justiça Federal dos EUA bloqueia deportação de menino equatoriano após denúncias de uso como “isca” pelo ICE

Um juiz federal dos Estados Unidos interveio nesta terça-feira (27) para impedir a deportação imediata de um menino de 5 anos e seu pai, cidadãos equatorianos, após graves denúncias sobre a conduta de agentes de imigração durante a detenção da família. O magistrado Fred Biery determinou a suspensão da expulsão de Liam Conejo Ramos e de Adrian Conejo Arias, ordenando que permaneçam em solo americano “até nova ordem do tribunal”. O caso ganhou contornos dramáticos após relatos de que a criança teria sido utilizada como artifício tático pelas autoridades. Segundo apurado pelo Brazilian Press, a decisão judicial vai além de
Justiça Federal dos EUA bloqueia deportação de menino equatoriano após denúncias de uso como “isca” pelo ICE

Um juiz federal dos Estados Unidos interveio nesta terça-feira (27) para impedir a deportação imediata de um menino de 5 anos e seu pai, cidadãos equatorianos, após graves denúncias sobre a conduta de agentes de imigração durante a detenção da família. O magistrado Fred Biery determinou a suspensão da expulsão de Liam Conejo Ramos e de Adrian Conejo Arias, ordenando que permaneçam em solo americano “até nova ordem do tribunal”.

O caso ganhou contornos dramáticos após relatos de que a criança teria sido utilizada como artifício tático pelas autoridades. Segundo apurado pelo Brazilian Press, a decisão judicial vai além de barrar o processo de deportação: o juiz proibiu expressamente que o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) transfira pai e filho do distrito oeste do Texas, onde se encontram sob custódia, durante a pendência do litígio. Atualmente, ambos estão detidos em uma instalação em San Antonio, a milhares de quilômetros de Minneapolis, local original da captura.

A controvérsia central gira em torno da operação realizada no último dia 20 de janeiro. Testemunhas e autoridades escolares de Minneapolis acusam os agentes federais de terem coagido o pequeno Liam a bater na porta de sua própria casa após a detenção do pai na rua. O objetivo seria verificar a presença de outros ocupantes no imóvel, utilizando o menor como uma espécie de “isca” humana. Zena Stenvik, superintendente do distrito escolar de Columbia Heights, criticou duramente a ação, questionando a necessidade de apreender uma criança de cinco anos dessa maneira.

Em contrapartida, o Departamento de Segurança Interna, sob a administração atual, sustenta que Adrian Conejo Arias estava em situação irregular no país e teria tentado fugir no momento da abordagem, supostamente abandonando o filho. A defesa da família contesta veementemente essa versão, negando a irregularidade migratória e rechaçando as acusações de abandono. A ordem do juiz Biery mantém o status quo enquanto a batalha legal se desenrola, impedindo que a agência de imigração execute a remoção dos equatorianos ou os movimente para outras jurisdições sem autorização judicial prévia.

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