

Tudo começou quando a polícia local recebeu um aviso de que havia alguém permanecendo com frequência no Cemitério Oakwood, em Nova York, nos Estados Unidos. Ao verificar o local, um agente encontrou a viúva Rhea Holmes, que explicou por que havia escolhido aquele espaço para dormir.
A partir desse contato, uma rede de apoio foi acionada. Em poucas semanas, a mulher deixou o cemitério, passou por abrigos temporários e, com ajuda de uma organização social, recebeu uma moradia própria em formato de casa compacta.
A vida antes da situação de rua
Rhea Holmes foi casada por 26 anos com Eddie Holmes. O casal havia economizado dinheiro ao longo do tempo e, em 2024, conseguiu dar entrada na compra de uma casa simples em Syracuse. O contrato estava prestes a ser assinado quando Eddie sofreu um ataque cardíaco fatal no mesmo dia.
Sem o marido, Holmes decidiu usar o valor que havia separado como entrada do imóvel para custear o enterro. O dinheiro foi destinado à compra do jazigo, da lápide e de um banco no local, onde ela costumava passar parte do dia.
Com o impacto da perda, Rhea enfrentou dificuldades emocionais e financeiras. Ela perdeu o emprego e, pouco tempo depois, não conseguiu mais manter o aluguel do local onde morava.
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Após a desocupação do imóvel, Rhea passou a viver sem moradia fixa. Ela evitava abrigos públicos e passou a frequentar uma cozinha comunitária, onde ajudava como voluntária e também se alimentava.
Durante a noite, a mulher retornava ao Cemitério Oakwood e dormia ao ar livre, próxima ao túmulo do marido. Esse padrão se repetiu entre maio de 2025 e o início deste ano, inclusive durante o inverno.
Apoio inicial
O caso chegou à polícia por meio de um agente aposentado, que alertou sobre a presença frequente da mulher no cemitério. O policial Jamie Pastorello foi designado para verificar a informação e conversou com Holmes no local.
Após entender a situação, Jamie providenciou uma hospedagem temporária em um hotel. Em seguida, buscou alternativas para que ela não retornasse ao cemitério.
O policial também entrou em contato com a presidência do LeMoyne College, que autorizou Holmes a permanecer no campus durante o período de férias acadêmicas, quando os alojamentos estavam desocupados.
Nova casa
Com o apoio de outras instituições, Jamie conectou Rhea à organização sem fins lucrativos A Tiny Home for Good. A entidade atua oferecendo moradias compactas a pessoas em situação de vulnerabilidade, com custos acessíveis e suporte social.
A organização viabilizou uma casa pequena para a viúva, permitindo que ela tivesse um endereço fixo e condições estáveis de moradia. Todo o processo ocorreu ao longo de cerca de 20 dias.
Desde então, Rhea vive na nova residência e recebe visitas periódicas de pessoas que participaram do processo de acolhimento.


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