Uma equipe composta por estudantes da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) fez história ao ganhar o prêmio de “Melhor Uso da Tecnologia” durante a NASA Space Apps Challenge 2024, a maior hackathon do mundo. Este reconhecimento inédito destaca o potencial inovador da educação brasileira.
Sob o título 42 Quake Heroes, o grupo desenvolveu uma proposta que utiliza inteligência artificial para detectar atividades sísmicas em Marte e na lua, otimizando recursos em investigações espaciais. com a utilização de redes neurais, a solução oferece um método acessível que pode ser replicado por qualquer pessoa com um computador, democratizando o acesso à tecnologia.
O desafio enfrentado pelos estudantes envolveu a criação de um sistema capaz de superar os limites de tempo e custos das pesquisas. “Imagine se a NASA quer monitorar os terremotos em Marte.Eles utilizam sondas que gravam dados durante cinco dias, mas um tremor pode ocorrer apenas no final desse período, resultando em desperdício de informações e elevado custo energético”, explicou Gustavo Antonio Teixeira da Matos, um dos integrantes da equipe.
Durante a competição, que durou 48 horas, mais de 93 mil participantes se mobilizaram para enfrentar desafios relacionados ao nosso planeta e ao espaço. O grupo brasileiro foi destacado entre os finalistas, composto por Gabriel Ribeiro Filice Chayb, Larissa Borges de Mello, Ana Carolina Miziara sabino de Oliveira Borges, Gustavo Antonio Teixeira da Matos, além dos ex-alunos Gustavo ferreira Tavares e Alailton José Alves junior.
O Poder da Educação Pública
Este feito não só elevou o nome do Brasil, mas também ressaltou a importância da educação pública. Larissa, uma das estudantes, comentou sobre a relevância da UFU em sua trajetória acadêmica: “Entramos com 17 e 18 anos, e a universidade nos moldou cientificamente. Se a UFU não existisse, muitos dos nossos projetos não teriam surgido.”
Com a vitória, os alunos poderão participar da Celebração Global dos Vencedores em junho de 2025, onde além de conhecer as instalações da NASA, terão a oportunidade de interagir com cientistas renomados. “A expectativa é alta, e a ficha ainda não caiu. Acho que só vai ficar real quando estivermos a bordo do avião”, compartilhou Gabriel sobre a tão aguardada viagem.
