
A migração de porto-riquenhos para a Flórida alcançou números recordes, com destaque para a região central do estado. Embora essa movimentação tenha iniciado no século passado, ganhou impulso significativo durante a recessão de Porto Rico nos anos 2000, e se acentuou após os estragos causados pelo furacão Maria. Atualmente, cerca de 1,1 milhão de porto-riquenhos residem na Flórida, um total semelhante ao da população em Nova York, e mais que o dobro de qualquer outro estado americano.
A ascendência dessa comunidade gerou transformações políticas e culturais notáveis. Em Orlando, por exemplo, o crescimento populacional levou à introdução da categoria “Melhor Prato Porto-Riquenho” em premiações locais.Além disso, em Osceola, a ampliação do eleitorado democrata resultou em novas legislações progressistas. O impacto eleitoral é crescente, com mais de 20% dos eleitores hispânicos na Flórida sendo porto-riquenhos, criando um contrapeso à tradição conservadora dos cubanos de Miami.
Projeções indicam que o movimento migratório pode dobrar ou triplicar nos anos vindouros, com até 90.000 porto-riquenhos se transferindo anualmente para a Flórida. A principal questão, no entanto, é saber quantos optarão por ficar; à medida que a recuperação de Porto rico se prolonga, torna-se mais difícil o retorno para aqueles que já se estabelecem no continente.
O efeito nas próximas eleições permanece incerto. Apesar de uma maioria democrata entre os porto-riquenhos, a participação desse grupo nas votações é inferior em comparação a outras comunidades latinas. Já existem iniciativas políticas em curso para registrar novos eleitores, mas, por enquanto, a prioridade está voltada para a moradia e o suporte básico aos recém-chegados.
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