A cineasta brasileira Bárbara Marques, de 34 anos, está sob a custódia do Immigration and Customs Enforcement (ICE), a agência federal de imigração dos EUA, há duas semanas. A detenção ocorreu após uma audiência referente ao seu processo de green card, e seu marido, Tucker May, aponta que houve uma tentativa de afastá-la de seu advogado durante a situação.


Após a reunião, um funcionário alegou problemas técnicos com uma impressora e solicitou que ela acompanhasse um técnico para um andar diferente – situação que a afastou de seu advogado e a deixou vulnerável ao encontro com os agentes do ICE, que estavam armados.
O ICE confirmou a detenção, alegando que Bárbara estaria em situação irregular, uma vez que teria ultrapassado os limites de permanência de seus vistos concedidos quando entrou nos Estados Unidos, inicialmente em março de 2018 e depois em novembro de 2019.A agência ainda comunicou que um juiz de imigração já ordenou sua deportação ao Brasil.
Entretanto, a família de Bárbara refuta essa narração. Em um comunicado, Tucker May explicou que a cineasta estava seguindo todos os procedimentos legais para regularizar sua situação e que não foi informada sobre uma audiência decisiva.”Ela cumpriu todas as exigências e seguiu as instruções das autoridades. Estamos perplexos com esta detenção inesperada e desproporcional”, disse ele.
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O advogado responsável pelo caso já protocolou um recurso judicial para suspender a deportação e assegurar o direito de defesa de Bárbara. A família expressou esperança de que a Justiça americana tome uma decisão favorável e humanitária.
Atualmente, Bárbara encontra-se em um centro de detenção na Louisiana, o que sugere que sua deportação pode ocorrer em breve. Antes de ir para Louisiana, ela passou por instalações em Adelanto, na Califórnia, e Arizona. relatos indicam que em algumas ocasiões, ela e outros detidos ficaram sem alimentação por mais de 12 horas, levantando preocupações sobre as condições nos centros de detenção.


Conheça Bárbara Marques
Nascida no Espírito Santo, Bárbara é formada em cinema no Rio de Janeiro e continuou sua educação em atuação na AMDA, uma escola renomada em Los Angeles. Em sua carreira, dirigiu curtas-metragens aclamados em festivais, como “Cartaxo” (2020), um documentário sobre uma homenagem à atriz Marcélia Cartaxo, e “Basement” (2021), um filme de terror com um elenco majoritariamente norte-americano. Seu trabalho mais pessoal, “Amor” (2018), aborda o impacto do Alzheimer em sua família.


O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais, com profissionais da indústria cinematográfica e ativistas pedindo transparência e um tratamento digno para Bárbara. até o momento, o Itamaraty não fez um pronunciamento oficial, mesmo após ser contatado pela imprensa. O ICE reiterou seu compromisso em buscar estrangeiros em situação irregular, destacando uma nova postura sob a administração do presidente Donald Trump e da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. com a iminente deportação de Bárbara, a comunidade artística brasileira nos EUA acompanha a situação de perto, preocupada que incidentes como este desencorajem talentos internacionais a contribuírem culturalmente para o país.
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