

Entre as principais mudanças, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária liberou a venda do canabidiol em farmácias de manipulação com receita médica (hoje só é permitida a compra do remédio industrializado), a venda do medicamento para uso bucal, sublingual e dermatológico e, também, o uso do remédio para pacientes com doenças debilitantes graves, com concentração de THC (tetrahidrocanabinol) acima de 0,2%.
A decisão colegiadas estabelece o marco regulatório para cultivo e produção da cannabis com fins terapêuticos. Isso fortalece a pesquisa científica brasileira e reduz a dependência de produtos importados, que custam caro e têm burocracia para acesso. Nada muda sobre o uso recreativo, que continua proibido. A cannabis segue permitida apenas para fins medicinais, dentro das regras sanitárias estabelecidas.
Publicidade liberada
Agora a publicidade, que era proibida, passa a ser permitida exclusivamente para profissionais prescritores, restrita às informações de rotulagem e ao folheto informativo previamente aprovados pela Anvisa.
Muda também o acesso ao medicamento. hoje, apenas pacientes em cuidados paliativos ou com condições clínicas irreversíveis ou terminais podiam utilizar medicamentos à base de cannabis com concentração de THC (tetrahidrocanabinol) acima de 0,2%.
A nova regra, estende o uso desses medicamentos também para pacientes com doenças debilitantes graves, que necessitam terapias com maior concentração da substância. Veja abaixo quais são.
Leia mais notícia boa
Produção de cannabis medicinal no Brasil: veja as regras propostas pela AnvisaAnvisa autoriza Embrapa a pesquisar cultivo de CannabisIdoso com Alzheimer melhora após uso de Cannabis medicinal; filha comemora e vídeo viralizaDoenças debilitantes graves:
CâncerEpilepsia refratária (de difícil controle)Esclerose múltiplaDores crônicas (como fibromialgia)Doenças neurodegenerativas (como Parkinson e Alzheimer)TEA (Transtorno do Espectro Autista)Distúrbio do sonoAnsiedadeInflamações crônicas eAidsMudanças no uso do medicamento
Até agora, a agência permitia o uso da cannabis apenas para uso oral e inalatório. Com a resolução aprovada, o medicamento também poderá ser usado para uso bucal, sublingual e dermatológico. Os motivos são:
A via dermatológica é considerada de menor risco porque reduz a exposição sistêmica dos canabinoides.
E as vias sublingual e bucal evitam danos ao fígado, durante o metabolismo, e podem aumentar a biodisponibilidade das substâncias no corpo humano.
A nova norma deverá ser publicada oficialmente nos próximos dias, e tem previsão de validade inicial de seis meses.


Matéria original por Só notícia boa
Todas as imagens são de autoria e responsabilidade do site acima.





