Alerta de novas operações da ICE provoca pânico em vendedores ambulantes de New York. População promete apoiá-los

A crescente onda de operações de fiscalização imigratória em Nova York está colocando a comunidade de vendedores de rua em estado de alerta. Diante do aumento de batidas realizadas pela agência federal ICE (Immigration and Customs Enforcement), organizações locais redobram os esforços para proteger uma das populações mais vulneráveis da cidade, garantindo que o sustento desses trabalhadores não seja interrompido pelo medo da deportação. A vulnerabilidade dessa classe trabalhadora é acentuada por dados: dos cerca de 23.000 vendedores ambulantes em Nova York, 96% se identificam como imigrantes, e aproximadamente 27% dos vendedores de comida móvel são indocumentados. Eles já operam
Alerta de novas operações da ICE provoca pânico em vendedores ambulantes de New York. População promete apoiá-los

A crescente onda de operações de fiscalização imigratória em Nova York está colocando a comunidade de vendedores de rua em estado de alerta. Diante do aumento de batidas realizadas pela agência federal ICE (Immigration and Customs Enforcement), organizações locais redobram os esforços para proteger uma das populações mais vulneráveis da cidade, garantindo que o sustento desses trabalhadores não seja interrompido pelo medo da deportação.

A vulnerabilidade dessa classe trabalhadora é acentuada por dados: dos cerca de 23.000 vendedores ambulantes em Nova York, 96% se identificam como imigrantes, e aproximadamente 27% dos vendedores de comida móvel são indocumentados. Eles já operam “nas sombras regulatórias” devido a leis locais restritivas e multas aplicadas pelo Departamento de Polícia e de Saneamento, e a fiscalização imigratória adiciona uma camada de ameaça existencial.

A situação exige ação imediata. Segundo apurado pelo Brazilian Press, grupos como o Street Vendor Project e o NYC Ice Watch estão rapidamente implementando estratégias de defesa comunitária. O objetivo é criar uma estrutura de resposta rápida local, conectando as pessoas “rua por rua, quarteirão por quarteirão”, conforme noticiou The Guardian.

As ações preventivas incluem a distribuição de informações sobre os “direitos do imigrante” e apitos de alerta. Eric Nava-Pérez, organizador do Street Vendor Project, instruiu os vendedores a “soprarem os apitos o mais alto que puderem se virem a la migra.” O foco do trabalho da organização mudou de ajudar na obtenção de licenças para fornecer assistência emergencial sobre direitos imigratórios.

A mobilização já produziu resultados concretos. Em novembro, uma grande operação em Lower Manhattan foi frustrada depois que cerca de 200 manifestantes bloquearam veículos de agentes federais, impedindo-os de deixar suas garagens. Em outubro, um incidente semelhante em Chinatown, que resultou em 14 detenções, aumentou o medo e a necessidade de vigilância constante.

O sistema de comunicação se baseia em redes sociais e no boca a boca, funcionando como um “telefone sem fio estratégico”. Membros do NYC Ice Watch alertam rapidamente as comunidades sobre a atividade do ICE. A convicção entre os organizadores é de que “há poder nos números”, e a visibilidade de ações bem-sucedidas incentiva mais nova-iorquinos comuns a se juntarem à causa.

O temor se intensifica com a notícia de que tropas da Guarda Nacional foram mobilizadas em cidades como Los Angeles, Washington D.C. e Chicago. Organizadores em Nova York estão se preparando para o que consideram ser a próxima escalada da repressão no estado, monitorando de perto táticas usadas em outras jurisdições.

Para além da vigilância, o Street Vendor Project está expandindo programas de suporte, como o “hire-a-vendor”, que incentiva a contratação direta de vendedores em eventos e festas. Essa iniciativa oferece uma alternativa de renda e garante um ambiente de trabalho mais seguro para aqueles que estão com medo de operar nas ruas.

O clima de medo tem levado os moradores de bairros majoritariamente imigrantes a passarem menos tempo ao ar livre, o que resultou em uma queda nos negócios para muitos vendedores. No entanto, a determinação em continuar trabalhando persiste, conforme expressou uma vendedora de hortifrúti: “Estou assustada, mas não posso ficar paralisada. Eu não tenho escolha a não ser trabalhar.”

Diante de uma ameaça que é vista como crescente, coalizões como a Hands Off NYC, composta por mais de 200 líderes religiosos, sindicatos e grupos comunitários, estão realizando treinamentos de “Conheça Seus Direitos” para milhares de participantes, consolidando a união comunitária como a principal linha de defesa em Nova York.

Confira o link original do post
Matéria original por Brazilianpress

Todas as imagens são de autoria e responsabilidade do site acima.

Veja também

Venezuela: a soberania sob custódia dos EUA

Venezuela: a soberania sob custódia dos EUA

O mundo acordou espantado. Não porque a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela fosse impensável. Os sinais vinham se acumulando havia meses. O choque veio do modo como tudo foi feito e, sobretudo, do que foi dito depois. A captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, o sequestro de

VFB Insurance: há 15 anos protegendo famílias nos EUA

VFB Insurance: há 15 anos protegendo famílias nos EUA

Há mais de 15 anos, a VFB Insurance tem sido referência quando o assunto é proteção, cuidado e planejamento de vida para famílias que escolheram os Estados Unidos como lar. Guiada pela expertise, sensibilidade e propósito da nossa CEO, Veronica F. Braga, nos tornamos uma marca que não apenas vende

O barulho dos chinelos e o silêncio dos bilhões

O barulho dos chinelos e o silêncio dos bilhões

O Natal de 2025 pegou o Brasil discutindo menos o presépio e mais um par de chinelos. A frase da atriz Fernanda Torres no comercial de fim de ano das Havaianas, pedindo que as pessoas não comecem 2026 “com o pé direito”, mas “com os dois pés”, virou combustível imediato

Venezuela: a soberania sob custódia dos EUA

Venezuela: a soberania sob custódia dos EUA

O mundo acordou espantado. Não porque a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela fosse impensável. Os sinais vinham se acumulando havia meses. O choque veio do modo como tudo foi feito e, sobretudo, do que foi dito depois. A captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, o sequestro de

VFB Insurance: há 15 anos protegendo famílias nos EUA

VFB Insurance: há 15 anos protegendo famílias nos EUA

Há mais de 15 anos, a VFB Insurance tem sido referência quando o assunto é proteção, cuidado e planejamento de vida para famílias que escolheram os Estados Unidos como lar. Guiada pela expertise, sensibilidade e propósito da nossa CEO, Veronica F. Braga, nos tornamos uma marca que não apenas vende

O barulho dos chinelos e o silêncio dos bilhões

O barulho dos chinelos e o silêncio dos bilhões

O Natal de 2025 pegou o Brasil discutindo menos o presépio e mais um par de chinelos. A frase da atriz Fernanda Torres no comercial de fim de ano das Havaianas, pedindo que as pessoas não comecem 2026 “com o pé direito”, mas “com os dois pés”, virou combustível imediato